10 filmes que «esperamos para ver» em 2026
Será que este ano vai cumprir? Ou vamos ter novas desilusões?
E não, ainda não gastei as fichas todas a apostar no Dust Bunny.
Novo ano, novas promessas. E também novos filmes.
A minha lista deste ano é significativamente mais curta do que a de 2025, até porque 2026 tem guardado algum segredo do que tem reservado para os fãs de terror; pelo menos, assim espero, porque, se for só isto que este ano tem para nós, então desisto já desta coluna.
Falaremos em ordem cronológica, que não é de longe a minha ordem de preferência.
Para começar o ano cedo, a Fábrica esteve no visionamento de imprensa do filme O Primata, onde um primata de estimação é contagiado com raiva e transforma umas férias paradisíacas num autêntico inferno. O filme é realizado por Johannes Roberts, responsável também pelo filme Medo Profundo, que partilha com o seu irmão mais novo o terror animal. Se não ouvirem falar mais dele nesta coluna, já sabem o que esperar.
O ano continua com a estreia de Whistle, de Corin Hardy (realizador de A Freira), a meados de fevereiro, a tempo do dia de São Valentim. O enredo parece totalmente revelado na sua sinopse, em que um assobio azteca convoca mortes futuras. Pode ser que me surpreenda, mas é sempre curioso ver a forma como os guionistas e realizadores incorporam a mitologia antiga no quotidiano do mundo moderno.
Eu sou uma fã declarada e assumida da saga Scream, mas daquelas que odeia todos os filmes entre o original e o 5.º filme. Gritos 7, de Kevin Williamson — que fez todos os de que eu não gosto —, estreia no final de fevereiro. É um misto de emoções, gente, não vou mentir, ainda por cima quando o elenco não é o mesmo do 5.º e 6.º filme da saga, mas irei sempre continuar a arriscar, nem que seja para me arrepender no final.
Março deveria ser um mês espetacular do terror, considerando que a vossa sempre fiel redatora faz anos na altura dos carneiros, mas o que 2026 reservou para mim foi apenas The Bride, de Maggie Gyllenhaal. Depois de uma adaptação de Frankenstein, de Del Toro, que em tanto me encantou, coloco a fasquia bem alta para o filme que se foca no interesse romântico do Prometeu Moderno. Suspeito seriamente que não irá ser memorável, em especial depois de ver o trailer que tem passado pelas redes sociais, mas gostava de ser surpreendida.
A primavera floresce com duas estreias diferentes. A primeira é A Múmia, de Lee Cronin, uma reimaginação do franchise com o mesmo nome e que em nada se parece assemelhar aos grandes antecessores. Se tivermos em conta os filmes anteriores de Lee Cronin, diria que A Múmia será para os amantes de plots simples e grandes gores.
Sem data confirmada, mas certo para algures em 2026, está a adaptação cinematográfica do jogo The Mortuary Assistant, e todos os que leem regularmente a SdN sabem que tudo o que envolve a temática dos cuidados no pós-morte tem direito a ser mencionado pelo menos uma vez nas insanas palavras desta coluna.
Terminamos em grande com as apostas falhadas, mas à terceira pode ser de vez. Aguardamos (ou, pelo menos, eu aguardo) desde 2024 a estreia oficial de Dust Bunny. Há rumores de estreias europeias neste ano, mas eu já receio ficar esperançosa. Depois deste tempo todo, deve ser mais um que não vai corresponder nem a metade do meu entusiasmo, mas mantenho-me curiosa.
Esperemos que as ofertas de 2026 não sejam como as promessas de ir para o ginásio no ano novo. Um brinde a que este ano seja só horrorosas memórias cinematográficas.
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Maria Varanda
Diz-se que nasceu em Portugal em 1994, pelo menos nesta reencarnação. Quando a terceira visão está alinhada, brotam ideias na sua mente que a inquietam e tem de as transcrever para o papel para sossegar o espírito. Chamam-lhe imaginação, mas se calhar as ideias vêm de outro lado, e Maria serve apenas de meio de transmissão. Procura-se quem queira ouvir a mensagem.














