A Arte de Viviana Coelho (Echo Echo Illustrations)
As imaginativas criações desta ilustradora, em destaque, na Fábrica do Terror.
Responsável por várias criações que se acomodam muito bem ao género do terror, Viviana Coelho partilhou connosco algumas das suas obras mais emblemáticas.
Nascida na Suíça em 1994, Viviana Coelho cresceu rodeada pela arte e pela criatividade desde muito cedo. Os seus pais incentivaram uma ligação profunda às expressões artísticas, proporcionando-lhe contacto com o violino, o canto coral, o ballet e as artes plásticas a partir dos três anos de idade.
Esta imersão tornou-se uma presença constante na sua vida, moldando não apenas o seu percurso criativo, mas também a sua forma de observar e habitar o mundo.
Durante a adolescência, desenvolveu um fascínio particular pelo cinema de animação de stop motion, descobrindo nele uma paixão que a conduziu posteriormente à formação em Escultura, como sua licenciatura na faculdade.
Apesar da exploração tridimensional e da experimentação material, o desenho permaneceu sempre no centro da sua prática artística: um diário visual, um refúgio íntimo e uma forma visceral de expressão onde podia explorar a sua criatividade sem filtros.
A sua obra nasce de uma observação atenta da natureza, tanto na sua beleza primordial como nos seus aspetos mais inquietantes e obscuros. Desenvolve composições densas, minuciosas e carregadas de simbolismo, onde corpos se fundem com paisagens meticulosamente construídas e o Universo assume uma presença quase tangível.
Existe uma atração assumida pelo excesso e pelo horror vacui, numa estética intensa e por vezes ácida que desafia o óbvio e rejeita a simplificação. O detalhe ocupa um lugar central na sua linguagem visual, numa tentativa de mimicar a natureza onde esta revela a sua verdadeira dimensão quando observada de perto, onde mesmo os elementos aparentemente mais simples escondem uma complexidade infinita.
Essa forma de experienciar o mundo reflete-se diretamente no seu trabalho, marcado por uma atenção obsessiva à textura, à narrativa e à acumulação de elementos, sendo o minimalismo algo que lhe causa um certo desconforto mental.
Movida por uma curiosidade constante, adota uma abordagem multidisciplinar que cruza diferentes meios e linguagens, sem receio de experimentação.
Paralelamente, mantém uma relação profunda com a música, presença permanente no seu processo criativo. Devota dos sintetizadores e órgãos antigos, encontra no som uma fonte inesgotável de inspiração. Muitas das suas obras nascem de canções que a emocionam ou de livros que a transportam para outros universos. O seu maior prazer reside precisamente nesse encontro entre disciplinas.
Echo Echo aparece nestas ideologias para transformar experiências sonoras e narrativas em imagens, dando forma visual ao invisível.
O mais importante na sua vida é a criatividade, sendo ela de que forma for. Desse sentimento, nasce também uma vontade de criar zines experimentais/BD/ilustrativas através de uma label editorial independente à qual chamou Wah Wah Rabbit. O projeto nasce do desejo de criar um espaço de liberdade criativa, onde ilustração, literatura, música e narrativa visual possam coexistir e dialogar sem restrições formais, sem pressões nem expectativas , deixando a criação humana e handmade fluir.
Podem seguir o seu trabalho no Instagram em @echoechoillustrations ou na sua página pessoal.
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Pedro Lucas Martins
Pedro Lucas Martins nasceu em 1983, em Lisboa. Desde aí, não se lembra de uma altura em que não gostasse de terror.
Com estes gostos, preocupou toda a gente à sua volta. Naturalmente, insistiu e venceu-os pelo cansaço.
Agora, entre outras coisas, escreve e edita ficção de terror, tendo sido esta reconhecida com o Prémio António de Macedo (2018) e com o Grande Prémio Adamastor da Literatura Fantástica Portuguesa (2020). Em março de 2022, cofundou a Fábrica do Terror, onde desempenha a função de editor literário.













