«Maid of Sker»
Um videojogo de sobrevivência…
…onde o barulho que fazemos influencia a jogabilidade.
Apesar do nome, não confundir com a trilogia The Maid of Sker, de R. D. Blackmore. Ainda assim, existem duas semelhanças: a casa histórica de Sker, localizada em Porthcawl, e o romance proibido entre Elizabeth Williams e um músico.
Desenvolvido pela Wales Interactive, Maid of Sker foi lançado em julho de 2020 e teve como sucessão Sker Ritual (2024) e Maid of Sker VR (2026). Não contem comigo para o VR, mas, para os mais corajosos, força, têm todo o meu apoio.
Infelizmente, o início é um clichê: Thomas Evans dirige-se ao Hotel Sker após receber uma carta de Elizabeth Williams, a filha da dona do hotel. Com a carta, recebe também uma espécie de medalhão que toca uma melodia (a mesma que nos vai acompanhando pelo jogo).
Em estilo FPS (first-person shooter), vamos investigando o que se passa no local que aparenta estar abandonado.
O telefone toca e, do outro lado, está Elizabeth, que nos informa que se encontra no piso superior e que temos de ter cuidado. Com o quê? Rapidamente descobrimos a resposta: monstros (the quiet ones) que interessantemente representam a própria família dos protagonistas. Algo que só percebi após umas belas horas de jogo.
Os controlos, além de simples, como acho que tem de ser num jogo de terror, são a forma como Thomas se manterá em silêncio, pois temos a hipótese de poder tapar a boca da personagem. Atenção, acontece o mesmo que aconteceria se tapássemos a nossa própria boca. Ao fim de algum tempo, além de a visão ficar turva, assim que tirarmos as mãos, tomaremos uma golfada de ar barulhenta. E acreditem, não queremos barulho. Nenhum.
Na minha ignorância, e esperança de que fosse verdade, pensei que o jogo captaria o nosso áudio, mas, infelizmente, não.
O ambiente — como esperamos em qualquer hotel abandonado no meio da floresta e rodeado de monstros — é claustrofóbico e gótico, assemelhando-se a tantos outros jogos de terror psicológico. No entanto, ficou aquém. Apesar de a história ser clichê, mas viciante, a própria mecânica do jogo torna-se desesperante. O gravar do jogo não é automático, o que devia torná-lo mais cativante e «perigoso», no entanto, quando morremos, tendo de voltar muito atrás no jogo, é de enervar qualquer pessoa.
Eu sei que odeio morrer, verdade, sou impossível, mas, quando perco e tenho de voltar dez ou quinze minutos atrás, torna-se realmente frustrante. E, quanto mais frustrados, mais perdemos.
Por essa razão, acho que o jogo devia ter mais hipóteses de gravar (e sim, não importa se estamos a jogar em modo fácil ou difícil, os locais para gravar são poucos).
Em todo o caso, é um jogo que devem experimentar e ao qual devem dar uma hipótese. Merece, apesar deste ponto negativo.
Podem jogar através do Steam ou do Google Play
Também me podes acompanhar através do Twitch e ver-me perder sempre que estou online ou, no caso de Maid of Sker, a gritar.
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Martina Mendes
Habituada ao terror desde nova, Martina via filmes assustadores para adormecer. Até hoje, não consegue terminá-los. É por isso que escreve sobre terror e que, mais recentemente, joga dentro do género. Com os jogos, definitivamente, não adormece!













