Horror no Fantasporto 2026
Todos os filmes (de terror) que podes ver no festival.
Destaque para as duas estreias portuguesas.
Sexta-feira, 27 de fevereiro
SALA 2
21 h
Under Your Feet (Bajo Tus Piés), de Cristian Bernard (Espanha)
(Segunda sessão: sexta-feira, 6 de março, 21 h 30, sala 1)
Uma mulher e os seus dois filhos mudam-se para uma casa num edifício de luxo. Separada do marido, Isabel e filhos cedo são perturbados pelas vozes inquietantes que chegam do piso inferior. E, apesar de saberem da existência de idosas no andar de baixo, nada parece impedir a perturbação que trazem à sua família. Uma mulher que viveu no mesmo andar avisa Isabel: tem de fugir dali. Hansel e Gretel em versão moderna. Com Maribel
Verdú (Pan’s Labyrinth e Y Tu Mama También). Esta é a sexta longa-metragem do realizador. Seleção do Festival de Tallinn.
Sábado, 28 de fevereiro
SALA 1
15 h 15
The Curse, de Kenichi Ugana (Japão)
Ler mensagens ou abrir fotos nas redes sociais pode ser muito perigoso. A jovem Riko confia no ex-namorado que vive em Taiwan para a ajudar a desvendar as mortes violentas das amigas Shuffen e Airi. Mas, seja o que for que a perturba, tudo está relacionado com mensagens violentas que estas leram e uma foto que envolve uma maldição. Agora, também ela vê uma mulher de cabelos longos. Riko e o ex-namorado Jiahao vão procurar ajuda. Como um dos filmes de terror mais esperados do ano, The Curse percorre os mitos ancestrais maléficos e junta-os à modernidade através de uma história de redes sociais, jogando com a curiosidade juvenil pelo risco e a aventura. Do realizador da curta Visitors, apresentada no Fantasporto 2022.
SALA 1
21 h 30
Gaua, de Paul Urkijo Alijo (Espanha)
(Segunda sessão: sexta-feira, 6 de março, 21 h 30, sala 2)
Kattalin é uma jovem casada com um marido violento que vive num meio rural, dominado pelo medo dos seres da floresta, do temor a Deus e à Inquisição. Ao querer fugir do marido, vê-se envolvida com três mulheres que lhe vão contar histórias de horror, desde o padre que persegue uma lebre, a amiga possuída ou o monstro do bosque. Histórias ancestrais de povos isolados com vidas duras, receosos na sua relação com a natureza. Um excelente exemplo da qualidade do cinema espanhol, sobretudo pela realização, a fotografia e a interpretação da protagonista, Yune Nogueiras. O realizador Paul Urkijo é uma das descobertas do Fantasporto com as curta-metragens Dar Dar (2020) e El Bosque Negro (2015) e tem já 11 prémios internacionais.
Domingo, 1 de março
SALA 1
15 h 15
Scared to Death, de Paul Boyd (Estados Unidos)
(Segunda sessão: sexta-feira, 6 de março, 15 h, sala 2)
Uma casa, vazia há 70 anos, é visitada para poder ser o cenário de filmagens de um filme de terror sobre uma sessão de espiritismo. E que melhor do que introduzir os atores do filme ao tema do que uma sessão a sério dentro da casa? Especialmente porque quem mostra a casa, um antigo orfanato, é um médium e gostaria de conhecer em pessoa o protagonista do filme, o lendário The Grog (uma interpretação notável de Kurt Deimer
que também assina a música, tal como em Hellbilly Hollow, também exibida este ano). Mas nem tudo corre como esperam. Divertida e inovadora comédia de horror sobrenatural que foi selecionada para o FrightFest de Londres. O realizador, Paul Boyd, ganhou o Prémio de Melhor Filme no New York Latino Film Fest.
SALA 1
19 h 30
Cativos, de Luís Alves (Portugal)
(Segunda sessão: quinta-feira, 5 de março, 17 h, sala 2)
O amor é cativeiro. Esta é a premissa que orienta este filme. Um homem aprisiona uma mulher numa cave e vai-lhe citando frases de filmes conhecidos. Diz-lhe que ela é a sua antiga namorada que o deixou. Segue-se um jogo de poder e sedução que mantém a expectativa sobre o desfecho final. O realizador Luís Alves é conhecido por várias curtas-metragens como A Cova (2011) ou O Caso Coutinho (2022), já apresentado
no Fantasporto em 2023 e que veio a vencer no Thess International Film Festival, entre outros prémios. Com Ana Varela numa interpretação memorável e ainda com Filipe Amorim no difícil papel do sequestrador. Esta é a primeira longa-metragem do realizador.
Segunda-feira, 2 de março
SALA 1
15 h 15
The Dollmaker, de José Maria Cicala (Argentina)
(Segunda sessão: quarta-feira, 4 de março, 21 h 15, sala 2)
Numa pequena cidade em que nada acontece, várias mulheres desaparecem. As forças da cidade procuram o culpado. O principal suspeito é Tomás, que trabalha numa loja de aluguer de vídeo e trata da mãe. Tomás está agora enamorado de Argentina, uma jovem empregada de um bar. Um exemplo do melhor cinema de horror argentino, onde cada personagem encerra múltiplos mistérios. Esta é a 4.ª longa-metragem do realizador e
argumentista Cicala, conhecido por Shadow of the Cat (2021) e Sola (2021), vencedor do Prémio de Melhor Filme Independente no Festival de Montreal.
SALA 1
17 h 30
Lenore, de David Ward (Austrália)
Lenore é uma influenciadora que se expõe na net, incluindo a sua vida privada e a sua relação com o pai. Um espectador assíduo e obcecado é Max Wren, um realizador que está, diz ele, a fazer um documentário. Quando é visitado por outro fã da influenciadora, a realidade dilui-se. Sabem que Lenore desapareceu, e os seus seguidores não aguentam a sua falta. Um filme vindo da Austrália, baseado numa peça de teatro e que conta com um
notável protagonista, Nicholas Jaquinot.
SALA 1
19 h 15
Crushed, de Simon Rumley (Reino Unido)
(Segunda sessão: sábado, 7 de março, 21 h 15, sala 2)
Nos arredores de Bangkok, um perturbador vídeo sobre crueldade em animais está a circular, causando o choque e nojo dos que o veem. Esse vídeo vai marcar a vida pacífica do pastor Daniel e da sua mulher May, quando é mostrado à sua filha Olívia, matando-lhe a inocência. Depois de o seu gato desaparecer, a já traumatizada Olivia é raptada por um oportunista, Stanley, para a vender depois ao submundo do tráfico humano. O realizador Simon Rumley venceu o Festival de Sitges com The Living and the Dead (2006) e com a curta-metragem The Handy Man (2006). Crushed foi selecção dos Festivais de Edimburgo, Fright Fest e Sitges.
SALA 1
21 h 30
The Whisper (El Sussurro), de Gustavo Hernández Ibáñez (Uruguai/Argentina)
Uma mãe, Lucia, e o seu filho Adrian fogem de um pai violento para uma casa isolada num bosque. O desaparecimento de várias raparigas na zona e um gato com localizador vão-lhes revelar vizinhos perigosos que fazem parte de uma rede que rapta jovens para fazer snuff movies. Mas Lucia tem também de lidar com a maldição que afeta a sua família. O realizador Gustavo Hernández é conhecido por The Silent House (2010), que foi
seleção do Festival de Cannes. El Sussurro foi seleção do Festival de Sitges 2025 e venceu o Melhor Filme nos festivais Mórbido (México) e Rojo Sangre (Argentina).
SALA 2
15 h
The Haven, de Riccardo Cannella (Itália)
(Segunda sessão: sábado, 7 de março, 15 h 15, sala 1)
Uma família, pais e dois rapazes, um deles já adolescente, vive há muito tempo longe da civilização numa quinta no meio do bosque. Lá fora, um vírus mata até os animais. O pai trata de os proteger, mesmo da bruxa que vive no bosque e de um som estranho que não sabem de onde vem. Um dia, o filho do falecido dono da quinta chega com as suas duas filhas jovens para reclamar a propriedade. Para sobreviverem todos juntos, há que
aceitar as regras. A morte espreita. E mentiras antigas são reveladas. Falado na antiga língua siciliana, esta é a segunda longa-metragem de Cannella depois de U Scrusciu du Mari (2022), e um exemplo do cinema independente italiano.
SALA 2
17 h 00
Paramnésia, de Tiago «Ramon» Santos (Portugal)
Inês e Duarte, ele polícia, ela professora de música desempregada, visitam uma casa para comprar, muito moderna e com muito espaço, mas num sítio ermo. A agente imobiliária surpreende-os com um preço muito atrativo. A compra é efetuada, mas Inês cedo começa a ter problemas que Duarte não consegue atenuar. Filmada em Viseu e nos seus arredores, é uma longa-metragem da mesma produtora que apresentou S.O.S. no Fantasporto. Com Silvia Mitev, Micael de Almeida, Marta Correia e Rafael Lopes.
Terça-feira, 3 de março
SALA 1
15 h 15
IAI, de Zenzo Sakai (Japão)
Duas irmãs. Após a morte do pai, uma delas, Kana, fica com a mãe, muito idosa, numa cadeira de rodas e sem falar. Além do trabalho, há um problema de comunicação. Kana convence-se de que a mãe tem um espírito maléfico dentro. E avisa a irmã para proteger o filho Yuta. Contudo, não consegue evitar que todos vão morrendo à volta dela. Um exemplo do horror japonês, construído a partir de pequenos detalhes. O realizador
Kenzo Sukai é conhecido por Kaunsera (2021), Since Then (2012 ) e Sharing (2014). Esta é a sua primeira longa-metragem.
SALA 1
17 h 15
Hellbilly Hollow, de Kevin Wayne (Estados Unidos)
O macabro atrai grupos de adolescentes em busca de emoções fortes à feira de diversões instalada numa quinta do Alabama. Chega também uma equipa interessada em filmar um programa sobre o paranormal com o gerente e pessoal da quinta. Entre a realidade e a magia, o passado e o presente, o horror instala-se. Com Sandra Lafferty (The Hunger Games), Hallie Shepherd (Due Justice) e Danny Vinson (Walk the Line). Kurt
Deimer, o protagonista, é um conhecido músico de heavy metal que também assina a banda sonora. Seleção do Fantastic Horror Film Festival de San Diego.
SALA 2
21 h 15
Retratos del Apocalipsis, de Nicanor Loreti, Fabián Forte e Luca Castello (Argentina)
(Segunda sessão: sexta-feira, 6 de março, 15 h 15, sala 1)
Três realizadores uniram talentos para darem vida a quatro histórias de terror fantástico com a qualidade do cinema argentino. A primeira, Asesinato en la Escena del Crime, mostra como uma má consciência pode levar uma detetive a tomar muito más decisões. A segunda, Ratas, mergulha no drama humano de uma família em que a sogra idosa imagina ter visto um rato dentro de casa enquanto lá fora um vírus vai infetando todos. A terceira, Rubi, mostra a preparação da chegada de um bébe quando lá fora a civilização vai morrendo. A quarta história, Rey de los Condenados, mistura o drama de um pai que perdeu um filho e de um ser que pretende voltar ao mundo dos humanos. Seleção do Festival de Mar del Plata.
Quinta-feira, 5 de março
SALA 1
21 h 30
Luger, de Bruno Martín (Espanha)
Um construtor contrata dois rufias para lhe resgatarem o automóvel roubado. Quando a custo recupera o carro, na mala está um pequeno cofre. Mas onde está o saco com o dinheiro que lá tinha antes? No cofre, está uma arma do tempo da II Guerra Mundial, uma Luger. A partir daí, só caos, oscilante entre a comédia e a tragédia entre os diversos gangues, num ritmo alucinante servido por uma história muito bem escrita, violenta, mas não isenta de ternura, a lembrar Pulp Fiction. Uma excelente realização de Bruno Martín e belas interpretações dos protagonistas David Sainz e Mario Mayo. Bruno Martín é um realizador com extenso trabalho em séries de televisão. Realizou a curta-metragem I’ll Crush You All (2024), premiada nos Festivais de Sitges e de Toledo. Luger é a sua segunda longa-metragem, sendo a primeira, Herederos da la Revolución, de 2010.
Sexta-feira, 6 de março
SALA 1
19 h
Don’t Leave the Kids Alone (No Dejes los Niños Solos), de Emilio Portes (México)
Numa noite de tempestade e cortes de luz, uma mãe tem de deixar os dois filhos pequenos sozinhos na casa nova. Com toda a liberdade para mexer nas caixas que ainda estão por abrir, algumas do anterior dono, os miúdos fazem tudo o que mãe lhes disse para não fazerem. Mas não estão sós. Um exemplo do melhor cinema de terror mexicano, jogando com a mente do espectador com situações comuns entre irmãos e num crescendo que vai levar todos ao horror. O realizador é conhecido por Pastorella, que arrecadou em 2012 três Ariel Awards.






















