Jubilem, meus amigos, jubilem!

No dia 15 de março de 2026, a Fábrica do Terror fez 4 anos.

Passou depressa e, ao olhar para trás, percebemos quanta coisa já aconteceu desde que decidimos criar este projeto. Uma ideia muito simples — criar um espaço onde o terror em português pudesse existir, crescer, ser levado a sério e mostrar aos amantes do género o que existe no país tornou-se num monstro que exige diariamente a sua dose de sangue e gritos.


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Ricardo Alfaia

Vamos a números!

Nestes quatro anos, publicámos 6 livros físicos:

Os Melhores Contos da Fábrica do Terror Volumes 1, 2 e 3

a coletânea de contos Morte e Outros Azares, de Liliana Duarte Pereira;

o livro de contos e, felizmente, não viveram para sempre, de Nuno Gonçalves

e também um livro de colorir com ilustrações de Pedro Lucas Martins, Acorda os Monstros com as Tuas Cores.

Publicámos , além disso, 4 e-books:

Onze Contos de Natal;

Na Sombra da Cruz (contos pascais);

Carne, Vale! – Adeus, Carne! (catorze contos de Carnaval) e

Fendas na Escuridão (contos do nosso 1.º concurso de microcontos).

 

Os livros, no entanto, são apenas uma parte da história.

Até hoje, foram editados e publicados 547 contos de terror na nossa página online (que todos podem ler gratuitamente). Sim, leram bem: 547 histórias, escritas por 165 autores.
165 autores de terror em língua portuguesa!

O terror está vivo em Portugal, sem dúvida. Há talento, imaginação e muito para contar e mostrar.

Além dos contos, publicámos também 849 artigos, entrevistas e textos dedicados ao terror. 


Aqui, um OBRIGADO ENORME aos nossos colaboradores! Sem vós, isto não era possível.


Falámos com criadores, divulgámos livros, analisámos filmes, vimos teatro, fizemos viagens, jogámos jogos e explorámos temas ligados ao fantástico e ao horror. 

Ao longo destes anos, criámos também oficinas de escrita, pensadas para autores que querem explorar melhor a criatividade e aprender mais sobre a escrita de terror (quem não adora o nosso Pedro Lucas Martins?).

Vamos falar sobre os artistas visuais excelentes que Portugal tem? Realizámos duas exposições com imagens apresentadas na nossa página, mostrando que o terror vive também na ilustração, na fotografia e nas artes visuais.

Outro projeto que nos dá muito orgulho é o catálogo de terror nacional, que estamos constantemente a atualizar. Podemos dizer, sem exagero, que a Fábrica do Terror reúne o catálogo mais completo de terror português atualmente disponível.

Quando começámos este projeto, não sabíamos exatamente até onde ele poderia chegar. Sabíamos apenas que existia muito talento espalhado por aí e que faltava um espaço para o reunir. Era isso que queríamos. Conseguimos! E, quatro anos depois, continuamos exatamente com o mesmo objetivo. Vamos continuar a mostrar criadores e ideias. Vamos continuar a apoiar quem acredita que o terror em português merece ser lido, visto, explorado, sentido.


A Fábrica do Terror só existe porque há autores que escrevem, artistas que criam e leitores que acompanham o projeto. Assim, deixamos aqui um agradecimento gigantesco e sincero a todos os que fizeram parte destes primeiros quatro anos. Somos família!


E claro — continuem a apoiar a Fábrica do Terror e os criadores de terror em Portugal.

Ainda há muito para contar.


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Ricardo Alfaia

1969 (Maternidade Alfredo da Costa, Lisboa) > Évora > Lisboa > Évora > Nuremberga > Ingolstadt > Weichering > Santa Cruz.

Empregado de mesa > cozinheiro > condutor > barman > casamento > assistente de fotografia publicitária > filho > fotógrafo > gerente de restauração > designer gráfico > filho > filha > web designer > autor > cofundador da Fábrica do Terror.

«O Homem planeia, e Deus ri.»

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