A Maldição da Bruxa de Canha

Sobrevivemos… por pouco!

Esta experiência é o mais recente projeto das Produções Imersivas.

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Telma Cebola

«No século XIV, uma mulher foi acusada de feitiçaria pelos habitantes de Canha. Julgada, torturada e condenada à morte por afogamento nas águas sombrias da ribeira, lançou uma última praga antes de desaparecer: “Voltarei. E reclamarei a alma de cada descendente dos que me condenaram.”»


Esta é a premissa da mais recente experiência imersiva e temporária das Produções Imersivas, que decorreu nos dias 24, 25 e 26 de julho, integrada na Feira Medieval de Canha, no Montijo. Como seria de esperar, os bilhetes esgotaram rapidamente.
Perante um convite destes, o Casal da Fábrica não podia faltar. No sábado, rumámos até Canha e, depois de aproveitarmos para passear pela Feira Medieval (que recomendamos vivamente!), encontrámos finalmente a sinistra casa da Bruxa de Canha. Pelo caminho, reencontrámos também algumas caras conhecidas, incluindo vários elementos do grupo da experiência do Sexta-Feira 13, o que tornou toda a aventura ainda mais divertida.
Sem spoilers — não vá a experiência regressar um dia —, podemos dizer que foi mais uma produção de grande qualidade, repleta de momentos de tensão, sustos e gargalhadas. Houve quem destruísse parte do cenário em pleno pânico, houve quem jurasse «não volto ali, nunca mais!», e todos partilhávamos a mesma missão: encontrar e resgatar o descendente de Pedro Aragão, o homem que, segundo a lenda, condenou a Bruxa de Canha.
De minha parte, entrei em modo competitivo desde o primeiro minuto. Ainda não superei o facto de ter perdido duas vidas por culpa de terceiros (sim, estou a olhar para ti, Pedro Lucas Martins) nem a sensação de que o torturador estava claramente a esconder medalhões só para nos enganar. Resultado? Acabei a arrastar-me pelos túneis… de rabo, porque os joelhos já tinham desistido muito antes de mim. A dignidade, essa, fica rapidamente pelo caminho nestas experiências.


Entre demónios, criaturas animalescas, bruxas e mortos, conseguimos cumprir a missão e salvar a Joana. Ainda assim, a frase mais repetida no final da sessão foi, sem dúvida:


«Deixem a Joana! Deixem a Joana!»
Infelizmente, esta foi uma experiência exclusiva da Feira Medieval de Canha e, para já, não existem novas datas anunciadas. No entanto, uma fonte muito próxima das Produções Imersivas deixou escapar que grandes novidades poderão estar para breve.
Nós já estamos atentos.
E vocês?


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Telma Cebola

Telma Cebola nasceu em Cascais no ano de 1985. Desde sempre apaixonada pelos animais, dedica-lhes grande parte da sua vida. Curiosa, com gostos variados e sede de conhecimento, ao longo do seu percurso profissional tem colecionado vários cursos e formações na área da Comunicação, das Línguas, da Responsabilidade Social e dos Eventos. Sonha um dia ter a sua quinta para animais resgatados.

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