«Dead Stop — No Vacancy»

Camel101 apresenta-nos um videojogo ao estilo slasher.

Ambiente, história e, como não podiam faltar, os jumpscares.

Avatar photo
Martina Mendes

Mas o que é o género slasher? Assassinos mascarados, isolamento/personagens isoladas em acampamentos ou festas e muito sangue, membros decepados e mortes, muitas mortes.
Em Dead Stop – No Vacancy, jogamos com uma personagem feminina (algo que apenas descobri no final do jogo) que sobrevive. Mas, mais do que um jogo de terror, este é um jogo de previsibilidade, tal qual como nos filmes. Nós sabemos que a personagem vai morrer se seguir os sons dos gritos. Todos nós o sabemos. E fazemo-lo? Óbvio! Porque queremos saber o que se passa e, se não formos atrás dos gritos, o que é que fazemos? Provavelmente, morremos.


Mas antes de chegarmos aos gritos: na calada da noite, avançamos no nosso querido carro por estradas escuras.


Estamos cansadas, conduzimos há demasiado tempo (e como isto batia tão certo depois de um dia de trabalho). Assim que encontramos um motel, paramos e arranjamos um quarto.
É impressionante que, numa noite quente, o AC não funcione e a janela esteja empenada. E, perdoem-me o sarcasmo, mas claro que, estando sozinha num quarto (rés-do-chão!), vamos querer abrir a janela. Óbvio!
Pensei imediatamente que o jogo acabaria assim.
Mas não. Enquanto tentamos descobrir uma forma de arranjar a janela, observando tudo ao nosso redor, encontramos pequenas anotações do pessoal do motel que nos colocam imediatamente em alerta.
Entre gritos de outros hóspedes e o desaparecimento de todos os veículos, encontramo-nos em constante movimento para não sermos apanhados, por quem quer que seja, e descobrirmos o que raio se passa naquele local.
Apesar de toda a previsibilidade (e atenção que não estou a chamar-lhe clichê) tão característica do estilo slasher, este é um jogo envolvente e, quer queiram quer não, divertido. Os jumpscares são tão óbvios que, mesmo assim, nos fazem tremer o rato. Eu que o diga.
Não vou mentir: os gráficos, de baixa qualidade e granulados, deixaram-me com um pé atrás no início; no entanto, condizem tão bem com o ambiente retro. Envolve-nos tanto que, com uns grãozinhos a sair do sítio, já sabemos que algo se passa e, para descobrirmos o que é, somos obrigados a aproximar-nos do ecrã. Bom toque.
É nestas aproximações que conhecemos a Kika (nome dado por mim), uma aranha fofa, amorosa e que nos persegue constantemente. Como uma sombra.
Dead Stop – No Vacancy é o primeiro episódio de uma saga acabadinha de estrear. O próximo jogo, apesar de ainda não ter data de lançamento, já pode ser adicionado à lista de desejos do Steam.


Se quiseres acompanhar as minhas gameplays, podes seguir-me no Twitch.


GOSTASTE? PARTILHA!


Avatar photo
Martina Mendes

Habituada ao terror desde nova, Martina via filmes assustadores para adormecer. Até hoje, não consegue terminá-los. É por isso que escreve sobre terror e que, mais recentemente, joga dentro do género. Com os jogos, definitivamente, não adormece!

Outros artigos do autor

Privacy Preference Center