Estreou «Se Eu Quiser, Choro»
Uma série realizada por Carolina Aguiar
Esqueçam todas as obras de ficção que já viram sobre bruxas.
Fotos: BRUNA BUNIOTTO
No final da entrevista que lhe fizemos em 2024, Carolina Aguiar disse-nos que tinha vontade «de fazer algo mais longo, ou uma longa-metragem ou uma série.»
Em outubro de 2026, estivemos na antestreia de Se Eu Quiser, Choro, uma série de cinco episódios, escrita e realizada por Carolina Aguiar, produzida pela Paris Latino e a RTP Lab.
Nas suas influências, a Carolina inclui David Lynch e a série Gilmore Girls, e posso adiantar que a série tem muito dos dois — e sem ser uma coisa plástica, decalcada do que se faz lá fora, que, convenhamos, é um hábito que teima a morrer na ficção nacional de género.
Tem, também, outra coisa que nem sempre se vê em séries tão curtas: nada fica por contar, e a história está perfeitamente contida em cinco episódios, com cerca de 20 minutos cada. Contida, mas com espaço para crescer se, um dia, for esse o objetivo.
Se Eu Quiser, Choro estreou a 15 de outubro, na RTP Play.
Sinopse
Odete (Filipa Saavedra) é uma jovem bruxa que adora ser bruxa. Vive com a mãe, Tetê (Lúcia Moniz), e a sua irmã, Luci (Inês Sá Frias). Quando uma poção de amor corre mal e transforma Luci num sapo, Odete embarca numa série de aventuras para reverter o feitiço. Pelo caminho, terá de lidar com um corpo sem cabeça, segredos familiares e a chegada misteriosa de David, um rapaz cativante que parece saber mais do que revela.
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Sandra Henriques
Sandra Henriques estreou-se na ficção especulativa em 2021, ano em que ganhou o prémio europeu no concurso de microcontos da EACWP com «A Encarregada». Desde aí, publicou contos em várias antologias de terror nacionais e internacionais e contribuiu com o artigo «Autoras de Terror Português» para a Enciclopédia do Terror Português, editada pela Verbi Gratia. Em 2022, cofundou a Fábrica do Terror, onde desempenha a função de editora-chefe.





